Daniel Chapo: O despertar de um “gigante” adormecido?


Daniel Chapo está a pressionar a TotalEnergies. Tanto assim é que a multinacional francesa está a fazer de tudo para restabelecer um clima de confiança institucional e financeira, num momento em que a parceria enfrenta divergências persistentes.

Ainda este mês, aTotalEnergies vai enviar para Maputo Nicolas Terraz, director- executivo de exploração e produção do grupo, para conversar com assessores da Presidência, com vista a restabelecer as relações com Chapo.

As tensões entre o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, e Daniel Chapo centram-se em divergências financeiras e contratuais relacionadas com o mega-projecto de gás em Cabo Delgado. O principal ponto de atrito é a recusa de Pouyanné em aceitar os resultados de uma auditoria governamental que contesta os 4,5 mil milhões de dólares em custos adicionais reclamados pela petrolífera.

A consultora britânica Bayphase, contratada pelo Governo, concluiu que grande parte das despesas extras reivindicadas pela TotalEnergies não são justificadas. E o Executivo teme que a inflação desses custos operacionais reduza drasticamente as receitas fiscais do Estado ao longo do ciclo de vida do projecto.

Para justificar os prejuízos durante a suspensão por "força maior", a TotalEnergies propôs estender o prazo da concessão, o que exige extensas negociações com o Executivo de Chapo.