By mapozi só novidades |
Tue, 09-Jun-2026, 17:02
ÁRBITRO DO ANO EM ÁFRICA É BARRADO NOS EUA E PODE FALHAR O MUNDIAL DE 2026: FIFA ESCOLHE, AMÉRICA REJEITA
O futebol mundial foi surpreendido por um caso que está a gerar indignação e debate internacional. Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali recentemente distinguido como o Melhor Árbitro de África e seleccionado pela FIFA para integrar o restrito grupo de juízes do Mundial de 2026, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, país anfitrião da competição, apesar de viajar para um evento oficial da própria FIFA.
Artan aterrou no Aeroporto Internacional de Miami para participar num seminário preparatório obrigatório destinado aos árbitros escolhidos para o Campeonato do Mundo. No entanto, após ser submetido aos procedimentos de imigração, recebeu ordem para regressar imediatamente a Istambul, na Turquia, sem que fosse apresentada uma explicação pública detalhada pelas autoridades norte-americanas.
O caso ganha contornos ainda mais polémicos pelo facto de o árbitro possuir documentação válida para a viagem, incluindo um passaporte diplomático emitido com carácter de urgência pelas autoridades somalis para ultrapassar os obstáculos burocráticos associados à sua nacionalidade. Ainda assim, nem o estatuto diplomático nem as credenciais emitidas pela FIFA foram suficientes para evitar a sua deportação.
A situação está a ser encarada por muitos observadores como um choque entre o mérito desportivo e as políticas migratórias dos Estados Unidos. Afinal, enquanto a FIFA considerou Artan apto para representar a arbitragem mundial no maior palco do futebol, as autoridades americanas entenderam que o mesmo não reunia condições para entrar no País.
A Associação de Futebol da Somália já manifestou profunda preocupação e notificou formalmente a FIFA, considerando o incidente uma humilhação para o desporto africano.
Omar Artan tinha tudo para entrar para a história como o primeiro árbitro da Somália a apitar uma fase final de um Campeonato do Mundo. Contudo, com os testes físicos, técnicos e seminários preparatórios a decorrerem em território norte-americano, cresce o receio de que a sua ausência possa resultar na exclusão definitiva da lista de árbitros do Mundial de 2026.